Alice (beta)

Escrito em um momento de euforia criativa. Ainda com alguns erros.

Alice era uma garota atrevida e esbelta. Com seus poucos <insira maioridade sexual do seu país aqui> anos já esboçava nuances das mais sedutoras ninfas. Uma pela branca, um rosto inocente com bochechas fofinhas e seus olhos, ah seus olhos, uma imensidão de mares e rios que brilhavam com a luz do sol e mesmo na escuridão se destacavam como que com luz própria, uma dádiva dos deuses. Seu andar suave hipnotiza os olhares de quem vê, transforma em pedra os que se atrevem a observar os seus singelos movimentos. Sob um vestido branco e límpido ela corta o vento em em direção ao por do sol. Olhar distante, mente distante. Sua presença angelical é arrebatadora.

Já na noite quente ela chega em casa, sua pele brilha o suco da alma. Suas bochecas estão avermelhadas e ela ofega com um olhar clamante por aconchego. Dentro de casa, fecha as cortinas e deixa que o silêncio presencie a perfeição carnal daquele corpo. Com as duas mãos ela solta o vestido o deixando escorregar sobre seu corpo quente e suado revelando a mais perfeita arte dos céus. Uma brisa fria sem origem aparente adentra pela casa e faz aquele corpo tremer fazendo-a soltar um pequeno gemido e se recolher para seu quarto, rapidamente, sem mais suavidade no andar. Ela precisa de calor.

Já no quarto ela agarra um tecido macio­ e se dirige ágil ao banheiro. Abre a o chuveiro e escuta a água cair ao chão respingando gélidas gotas em suas pernas. Ela se afasta, se inclina e com as pontas dos dedos magros e toca a corrente. A água está boa.

Agora é a água que tem privilégio de se perder por aquela escultura de pureza celestial adentrando com fervor pelos mais obscuros e delicados caminhos da sua forma humana. De repente uma energia desconhecida sobe pelo seu corpo fazendo seus músculos se contraírem como que por vontade própria. Ela sente a fonte dessa energia e procura com anseio por mais, sacrificando assim sua inocência e entregando sua alma ao demônio dos prazeres carnais. O pecado é bom.

Com um carinho ela inicia sua jornada para fora do Éden. Apreciando uma última vez sua pureza divina e caindo em direção à um mundo confuso e ao mesmo tempo excitante.

Seu dedo indicador desce e sobe,  caminha de ponta a pela porta do inferno. Ela já não é mais consciente de seus atos. Os olhos reviram e seus dentes apertam contra os lábios. Suas virilhas se unem e quase a faz perder o equilíbrio. Agora quatro dedos participam da festa. Entre lábios e abismos eles penetram na escuridão. Sua mão agora é dominada por um movimento repetitivo incessante. Alice solta um gemido com a voz doce e infantil, um gemido longo. Ela está de volta ao chão. Visão embaçada e consciência confusa. Não demora muito ela percebe o que fez. Fecha o chuveiro, se enrola na toalha. Ao passar pelo espelho em direção ao quarto, sorri para si com malícia de criança no olhar.

Ah, doce maçã.

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